Mercado pet supera desafios e aposta em crescimento

Publicado em 07/08/2017

Existem mais cachorros do que crianças no Brasil. Isso é o que revela a Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013. Para fugir da crise, os empresários têm investido fortemente no mercado do mundo animal. Os setores de pets não foram afetados como os demais porque não são considerados supérfluos e, sim, de necessidade básica por grande parte da população. Segundo o coordenador estadual do segmento de pet do Sebrae-SP, Márcio Bertolini, pode ser que o consumidor troque de marca no período de crise, mas ele não deixa de comprar.

No ano de 2015, a indústria brasileira foi responsável por um faturamento de mais de R$ 18 bilhões. Apesar do crescimento, deve-se levar
em conta a inflação do período e a alta carga tributária do setor, que corresponde a 51,20% do preço final do produto. “Mais da metade do valor do produto pet, quando chega ao consumidor final, é formado de impostos, o que não corresponde à importância dessa cadeia de valor
na economia brasileira e nas compras cotidianas das famílias. O alimento industrializado, por exemplo, é o único que é completo para o animal, e que garante sua saúde e bem-estar”, analisa o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), José Edson Galvão de França.

Ainda de acordo com o IBGE, o Brasil é o quarto país no ranking de maior população de animais de estimação no mundo. O instituto calcula que 52,2 milhões de cães vivem em lares brasileiros, uma média de 1,8 cão por residência. As aves estão em segundo lugar, com 37,9 milhões, os gatos com 22,1 milhões, os peixes com 18 milhões e 2,21 milhões de casas têm animais pequenos, como répteis e mamíferos.


Crescimento

O Brasil é considerado o terceiro país absoluto no mercado pet mundial, atrás somente dos Estados Unidos e do Reino Unido. As vendas de
pet food, responsável pela alimentação, snacks e biscoitos, são a maior fonte de receita, ocupando 67,3% do faturamento. Em seguida, o pet serv, voltado ao adestramento, hotéis e comércio; o pet care com produtos de higiene e beleza; e, por último, o pet vet voltado à área de medicamentos.


Segundo a Abinpet, a comercialização de produtos pet no Brasil cresceu devido à “solidão” da população. Como forma de companhia, casais
com ou sem filhos e idosos veem no pet uma solução, tratando-o como membro da família. Com o tratamento familiar, os donos aumentam os cuidados com saúde, alimentação, acessórios, hotéis, medicamentos e outros serviços voltados ao mundo animal.


A ciência descobriu também o papel fundamental dos animais em tratamentos terapêuticos e em projetos de inclusão social.

“O aumento da produção de endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar e relaxamento, pode estar ligado à presença de um pet. As relações com os animais costumam ser mais simples, não envolvem tanta complexidade quanto as relações humanas. Por esse motivo, em casos de depressão, a presença de um animal alivia parte da dor, pois traz leveza e carinho de seres que não julgam e/ou não cobram os seus donos”, acrescenta a psicóloga Cláudia Lana.


De acordo com o ambientalista e consultor em Programas de Controle Animal em Centros Urbanos da ARCA Brasil, Marco Ciampi, o crescimento do setor pet é esperado e reflete o grande afeto do brasileiro pelos cães e gatos. “O desafio é fortalecer a cultura de que esse convívio exige uma relação de compromisso e responsabilidade por toda a vida do animal”, avalia. Com isso, os empresários enxergam o mercado pet de portas abertas para quem quiser trabalhar no ramo.


Hoje, existem empresas especializadas em fazer a comunicação de uma empresa pet nacional com o mercado exterior. O objetivo é
promover os serviços brasileiros fora do país e atrair investimentos para setores da economia do Brasil, com participações das empresas em grandes feiras internacionais, visitas de compradores, missões comerciais, dentre outros.


A solução que alguns empresários encontraram foi o investimento em produtos de inovação como alimentos naturais e balanceados, criação
de produtos luxuosos e confortáveis (roupas, coleiras, camas), produtos de beleza (shampoo, condicionador, perfumes) e até hipermercados e sorvetes voltados aos cães.


Planejamento e dicas

Mas, independentemente de onde se vai apostar, é fundamental planejar antes, evitando que um sonho termine em pesadelo. Administrar
qualquer negócio hoje em dia requer tempo, treinamento, experiência e é realmente fundamental gostar do que faz, caso contrário, as chances de sucesso serão bem menores.


O segmento também apresenta peculiaridades que devem ser bem observadas. O mercado de ração responde pela maior parte do faturamento e é dominado por grandes empresas. Os demais mercados ainda são marcados pela pulverização de diversos pequenos negócios, cujo diferencial para a conquista do cliente está no atendimento personalizado e na localização. Cerca de 70% do faturamento do mercado é pet food (alimentos), produto que tem margens menores para os lojistas, porém são essenciais para o capital de giro do negócio.

Por essas e outras, conhecer bem seu negócio, planejar e pesquisar vai ajudar muito a manter um bom empreendimento e colaborará para o sucesso do setor, que está em ascensão desde o ano de 2012.

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